14 julho 2010

Aprenda a calar...


 

H

á muita necessidade de silêncio nos dias atuais... As pessoas ansiosas por se fazer ouvir, falam cada vez mais alto, como se isso bastasse para que os outros as escutassem. Em restaurantes, shoppings, filas, salas de espera, salões de beleza, aeroportos, se ouvem os falatórios. E para aumentar o ruído, em alguns lugares tem um som ambiente mais alto ainda... E quando não se tem alguém para falar, o celular serve. A pessoa faz uma ligação e se esquece de que está dividindo o ambiente com outros indivíduos que não estão interessados no seu assunto. É impressionante como as pessoas falam muito, e falam alto... Além de ser um grande desrespeito aos ouvidos alheios, essa gritaria torna impossível um diálogo entre pessoas de voz moderada, nesses ambientes comuns. Mas não é só a falta de silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em dia. É também a falta de silêncio interior. Poucos indivíduos ouvem a própria voz e analisam seus pensamentos antes de exteriorizá-los. O hábito de meditar antes de expor uma opinião ou um julgamento, é muito pouco cultivado em nossa sociedade. E isso tem sido motivo de desarmonia e intrigas, de mal-entendidos e hostilidades. Saber calar, saber ouvir, ser senhor de suas palavras e de seus sentimentos é um desafio que merece ser pensado. Talvez foi por ter percebido essa necessidade em nosso meio, que um Espírito amigo nos trouxe a seguinte mensagem:

"Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal ao tempo em que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, se detém nele mais do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule e não seja maculado.

Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar vôos mais altos e sublimes.

Aprenda a calar...

E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.

Insista na oração até que, um dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas todo você será sentimento, amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.

Aprenda, definitivamente, a calar!"

Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem do Espírito Stephano
psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach,
na Sociedade Espírita Renovação, em 14/03/2005.

(Acho que essa foi pra mim.... Tenho andado falando muita besteira por ai...)

08 julho 2010

Apontamentos Cristãos


1- Não te encolerizes.

O punhal da nossa ira alcança-nos a própria saúde, impondo-nos o vírus da enfermidade.

2 - Não critiques.

A lâmina de nossa reprovação volta-se, invariavelmente, contra nós, expondo-nos as próprias deficiências.

3 - Não comentes o mal do próximo.

O lodo da maledicência derramar-se-á sobre os nossos passos, enodoando-nos o caminho.

4 - Não apedrejes.

Os calhaus da nossa violência de hoje tomarão amanhã, por alvo, a nossa própria cabeça.

5 - Não desesperes.

O raio de nossa inconformação aniquilará a sementeira de nossos melhores sonhos.

6 - Não perturbes.

O ruído de nossa dissensão desorientar-nos-á o próprio raciocínio.

7 - Não escarneças.

O fel de nosso sarcasmo azedará o vinho da alegria no vaso de nosso coração, envenenando-nos a existência.

8 - Não escravizes.

As algemas do nosso egoísmo aprisionar-nos-ão no cárcere da loucura.

9 - Não odeies.

A labareda de nosso ódio incendiar-nos-á o próprio destino.

10 - Não firas.

O golpe da nossa crueldade, brandido na direção, dos outros, retornará a nós mesmos, inevitavelmente, fazendo chagas de dor e aflição no corpo de nossa vida.


 

ANDRÉ LUIZ (Do livro "Vozes do Grande Além", Francisco Cândido Xavier)