23 março 2008

Cristãos sem Cristo


Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei" JESUS - MATEUS, 11:28.


Reverencia o Divino Mestre, com todas as forças da alma, entretanto, não menosprezes honrá-lo na pessoa dos semelhantes.



Guarda-Lhe as memórias entre flores de carinho, mas estende os braços aos que clamam por ELE, entre os espinhos da aflição. Esculpe-Lhe as reminiscências nas obras-primas da estatuária, sem qualquer intuito de idolatria, satisfazendo aos ideais de perfeição que a beleza te arranca aos sonhos de arte, no entanto, socorre, pensando NELE, aos que passam diante de ti, retalhados pelo cinzel oculto do sofrimento. Imagina-Lhe o semblante aureolado de Amor, ao fixá-LO nas telas em que se te corporifiquem os anseios de luz, mas suaviza o infortúnio dos que esperam por ELE, nos quadros vivos da angústia humana. Proclama-Lhe a glória imperecedoura no verbo eloqüente, mas deixa que a sinceridade e a brandura te brilhem na boca, asserenando, em seu nome, os corações atormentados que duvidam e se perturbam entre as sombras da Terra. Grava-Lhe os ensinamentos inesquecíveis, movimentando a pena que te configura as luminosas inspirações, no entanto, assinala as diretrizes dele com a energia renovadora dos teus próprios exemplos. Dedica-Lhe os cânticos da fidelidade e louvor que te nascem da gratidão, mas ouve os apelos dos que jazem detidos nas trevas, suplicando-LHE liberdade e esperança. Busca-Lhe a presença, no culto da prece, rogando-LHE apoio e consolação, no entanto, oferece-LHE mãos operosas no auxílio aos que varam o escuro labirinto da agonia moral, para os quais essa ou aquela ninharia de tuas facilidades constitui novo estímulo à paciência.



Através de numerosas reencarnações, temos sido cristãos sem Cristo.



Conquistadores, não nos pelávamos de implorar-LHE patrocínio aos excessos do furto. Latifundiários cruéis, não nos envergonhávamos de solicitar-lhe maior número de escravos que nos atendessem ao despotismo, em clamorosos sistemas de servidão. Piratas, dobrávamos insensatamente os joelhos para agradecer-LHE a presa fácil. Guerreiros, impetrávamos DELE, em absoluta insanidade, nos inspirasse o melhor modo de oprimir.



Agora que a Doutrina Espírita no-lo revela por mentor claro e direto da alma, ensinando-nos a responsabilidade de viver, é imperioso saibamos dignificá-Lo na própria consciência, acima de quaisquer demonstrações exteriores, procurando refleti-Lo em nós mesmos.



Entretanto, para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, matricular o raciocínio na escola da caridade, que será sempre a mestra sublime do coração.



pelo Espírito EMMANUEL, Livro: "Livro da Esperança", Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

08 março 2008

Oração à Mulher


Missionária da Vida.

Ampara o homem para que o homem te ampare.

Não te conspurques no prazer, nem te mergulhes no vício.

A felicidade na Terra depende de ti, como o fruto depende da árvore.

Mãe, sê o anjo do lar.

Esposa, auxilia sempre.

Companheira, acende o lume da esperança.

Irmã, sacrifica-te e ajuda.

Mestra, orienta o caminho.

Enfermeira, compadece-te.

Fonte sublime, se as feras do mal te poluírem as águas, imita a corrente cristalina que no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.

Por mais te aflija a dificuldade, não te confies à tristeza ou ao desânimo.

Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada que esperam por teus braços e sorri com serenidade para a luta.

Deixa que o trabalho tanja as cordas celestes do teu sentimento para que não falte a música da harmonia aos pedregosos trilhos da existência terrestre.

Teu coração é uma estrela encarcerada.

Não lhe apagues a luz para que o amor resplandeça sobre as trevas.

Eleva-te, elevando-nos.

Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida porque a chave da vida é a glória de Deus.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra À LUZ DA ORAÇÃO. Ditado por Meimei.