26 fevereiro 2008

Carnaval — “A carne nada vale”

O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana. Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.

Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.
Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.
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17 fevereiro 2008

Comportamento Pessimista


O hábito da lamentação e da queixa torna-se, cada vez mais, razão de pessimismo e perturbação.


Caracterizando um comportamento enfermiço, generaliza-se, contagioso, arrastando multidões ao desânimo ou açulando temperamentos rebeldes para a violência, em tentativas infelizes de desviar o curso dos acontecimentos e as circunstâncias que condenam com acrimônia.


Possuindo uma óptica distorcida sobre a realidade, todo aquele que cultiva a queixa sistemática apura a observação exclusivamente direcionada para o lado negativo dos fatos, comprazendo-se em invectivar, apresentando-se como vítima inocente de tudo quanto lhe sucede, sem anotar as inumeráveis faces positivas e concessões que lhe são oferecidas pela Vida, em uma rude forma de ingratidão com suas conseqüências infelizes.


Vivendo o pessimismo, que se deriva da autocomiseração, compraz-se em atormentar-se, passando a atormentar também as criaturas incautas, que se lhe associam, contagiando-os com os miasmas venenosos, assim aumentando o número de deprimidos, torpeadores dos ideais de enobrecimento humano.


Mediante essa atitude mais se agravam os fatos censuráveis, equivocados, quando o correto seria abandonar a crítica derrotista, contribuindo em favor da retificação dos erros, alterando assim o rumo dos sucessos prejudiciais.


De tal maneira se agrava esse comportamento que, tais indivíduos, ao invés de promoverem estímulos à saúde, os seus comentários cingem-se sempre à valorização das doenças.


Detalham o quadro das enfermidades de que se dizem objeto, real ou imaginariamente, cultivando o pessimismo quanto à provável recuperação, não tendo em conta a contribuição da mente saudável agindo sobre os implementos celulares, os delicados mecanismos nervosos, os sutis equipamentos cerebrais que, dessa maneira, lhes sofrem as descargas vibratórias mefíticas.


A conduta pessimista constitui vício grave do Espírito comprometido com a própria consciência.


O fenômeno natural da vida é a saúde. A enfermidade constitui distúrbio da conduta moral, que a alma insculpe nas delicadas tecelagens orgânicas solicitando reparação.


Quando não considerada com o respeito que merece, essa distonia dos fenômenos vitais dá lugar à instalação da doença. Somente quando o campo vibratório do ser humano está em desarmonia, em razão dos referidos fatores profundos, a fauna e a flora microbiana se instalam, produzindo a degenerescência.


A vida avança para a plenitude.


Tudo contribui para o crescimento e a sublimação do ser. Aspirar por alcançar as cumeadas da evolução é impulso do pensamento; consegui-lo, é resultado do esforço pela ação.Tendo-se em vista as admiráveis dádivas de Deus ao ser humano, descobre-se que os limites e as dificuldades que surgem pelo caminho são também desafios que devem ser vencidos a esforço pessoal e com satisfação.


A queixa complica o quadro da realização, e o pessimismo é tóxico que termina por vitimar aquele que o cultiva.


Fadado à glória estelar, o Espírito ascende etapa a etapa, trabalhando-se, ora através das conquistas intelecto-morais, noutras vezes vivenciando as experiências dos sofrimentos, que fixam as lições da vida indelevelmente, contribuindo para tentames mais nobres e elevados.


Confiança em Deus, otimismo e alegria de viver, devem ser os recursos valiosos que se pode utilizar para libertar-se dos atávicos comportamentos pessimistas, que devem ser abandonados em favor da auto-realização, da autoplenificação.
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo P. Franco – do Livro Fonte de Luz

03 fevereiro 2008

Um carnaval inesquecível


Para muitas pessoas o carnaval será lembrado como o período em que infelizmente se contaminaram com o vírus da AIDS.

Embora compreendamos que o preservativo de borracha, de boa qualidade usado corretamente, seja extremamente útil nos dias que correm, acreditamos por outro lado que "sexo seguro" e coisa que se aprende na infância.

As pesquisas sobre o comportamento sexual do jovem brasileiro demonstram alguns paradoxos: 72% das mocas e 82% dos rapazes dizem que o homem deve ter experiências sexuais antes de se casar, no entanto, 47% dos homens e 41% das mulheres acham importante a mulher chegar virgem ao casamento. Paradoxal o homem estimular seu filho a pratica sexual precoce morrendo de medo que a filha possa perder a virgindade. Afinal de contas, para que um filho seja iniciado a filha de alguém tem que estar disponível!

Mervyn Silverman, da "American Foundation for Aids Research" diz: "o principal problema do meu pais e que as autoridades se detém num debate inútil sobre a quem se deve instruir, a moralidade americana ainda não permite que se fale abertamente de sexo nas escolas. No meu ponto de vista, e muito mais imoral uma criança ser contaminada por ignorância." Entre nos diz R. Calligaris: " Em matéria de sexo, e preferível uma informação correta um ano antes que cinco minutos depois."

Na Doutrina Espírita encontramos - "Será útil nos esforcemos por adquirir conhecimentos científicos que só digam respeito as coisas e as necessidades materiais?" "Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instrui-vos, eis o segundo."

O desastre mundial que vem sendo a pandemia de Aids e os dados da Organização Mundial de Saúde nos fazem perder o sono.

Dos casos registrados 50% pertencem a pacientes com menos de 25 anos de idade, que provavelmente se contaminaram com o vírus entre 15 e 19 anos.

Temos participado de discussões com jovens e com a técnica das questões escritas, anônimas e depositadas numa urna, os temos estimulado a perguntar o que "de cara limpa" talvez não o fizessem.

As questões mais freqüentes se prendem a masturbação, homossexualidade, sexo seguro, sexo na adolescência, uso de drogas socialmente aceitas, etc.

Uma dessas questões me fez escrever este artigo, que e uma síntese da discussão que tivemos com nossos quatro filhos (faixa de 12-21 anos) e que serão os responsáveis pelos erros de revisão.

"O senhor não acha que seria licito um relacionamento sexual com meu namorado antes do casamento? O casamento e apenas uma convenção, para que serve esse papel? Nós nos amamos e nosso namoro já tem cinco anos."

Gostaria que o leitor parasse nesse momento e abusasse da empatia.

Respondi que era uma questão de direito, de opção.

Através do anonimato e da urna o bilhete volta perguntando se é certo ou errado.

Comentei que de nada adiantaria responder, porque se eu dissesse o que ela esperava ouvir ficaria apenas reforçada nas suas convicções, mas não teria na realidade resolvido a questão. Porem, se eu o fizesse de forma diferente ela racionalizaria e concluiria que eu estava apenas reforçando os mecanismos de repressão.

Não fomos bom didata ou as pessoas parecem escutar somente aquilo que querem ouvir. As questões surgiram apos os comentários que se seguem, com o auxilio do retroprojetor.

As relações interpessoais acontecem num terreno permeado pelas emoções. Relações sexuais podem passar pelo estresse ou ate mesmo pela depressão.

Acontece que estressados e/ou deprimidos são pessoas que tem alterações biológicas decorrentes destes estados, o que e hoje muito bem documentado.

Em estressados ha perda do sono com conseqüente déficit na capacidade de síntese molecular cerebral, o que ocasionara dificuldade de memória. Neles também são observados o aumento da freqüência do Herpes simples, infecção ocasionada pela citopatogenicidade cutânea focal de um vírus dermotrópico, e ainda a diarréia nervosa (cólon irritável).

Esses dados acima podem ser observados em revistas como Folha Medica, volumes 102 e 103 de 1991, Diseases of the Nervous Systems, 22: 1971, British Journal of Psychiatry, 124: 1974, Journal of Clinical Psychiatry, 39: 1978.

Pode-se ainda encontrar aumento de infecções respiratórias e efeitos adversos sobre o sistema imune humoral e celular, baixos níveis de linfócitos matadores e Interleucina II, imunossupressão ligada a doenças malignas e auto-imunes.

Estes podem ser encontrados no Lancet, 1: 1400, 1983; Psychosomatic Medicine, 48:, 1986; Journal of the American Medical Association, 250:, 1983; Journal of Behavioural Medicine, 8:,1985; Arch. of General Psychiatry, 41:, 1984 e Psychological Medicine, 17: 1987.

A Revista Brasileira de Clinica e Terapêutica, volume 20, 1991 nos informa que a tensão permanente leva a baixa da testosterona sanguínea com conseqüente desinteresse sexual.

O estresse produz tensão interna que em se tornando crônica diminui a irrigação sangüínea do pênis (descarga de adrenalina e contração dos corpos cavernosos). Nesta situação há ereção frágil e diminuição do desejo sexual, provavelmente por redução de estímulos hipotalamicos as glândulas sexuais.

A adrenalina e hormônio que aparece em situações de medo, incluindo-se o medo de não ter ereção. Os sexólogos descrevem a "ansiedade de desempenho", que pode surgir na "lua de mel".

Desta forma concluímos que a ereção e um ato de relaxamento, só sendo possível em situações em que se esteja confortável e a vontade. Cem homens fracassariam neste intento diante da famosa "roleta russa".

A revelação espírita (André Luiz), no livro Missionários da Luz parece anteceder-se a revelação cientifica, ao afirmar já em 1945 que a glândula pineal era responsável pela segregação de unidades forcas que controlam as glândulas sexuais (cromossomas da bolsa seminal e do ovário).

Frenadora da sexualidade na infância, acordando essas forcas criadoras na puberdade e na adolescência, ao acentuar o seu funcionamento, faz a recapitulação da sexualidade. Desta forma sob fortes impulsos, paixões vividas em outras vidas reaparecem de forma inconsciente no reencarnante.

Diz André Luiz que a pequenina possui ascendência sobre todo sistema endócrino, preside os fenômenos nervosos da emotividade, e a glândula da vida mental, um verdadeiro laboratório de elementos psíquicos.

Na década seguinte este componente do Diencéfalo, com calcificação radiologicamente observável, era responsabilizada por pesquisadores nos E.E.U.U. pela produção de um hormônio (melatonina).

Pesquisas posteriores, nas décadas de 60-70 permitiram afirmações como "e um tradutor neuro-endocrino"; "receptora de impulsos químicos (norepinefrina) de seus nervos simpáticos, responde secretando methoxindois (prototipo-melatonina).

"Através do hipotálamo e centro da homeostase geral" e "seus extratos possuem ação benéfica em esquizofrênicos."

Posteriormente conclui-se que "o hipotálamo e o centro das emoções". André Luiz em 1945 asseverava: " e a pineal quem preside os fenômenos nervosos da emotividade."

A sexualidade pode passar pelo estresse, pela depressão, carência afetiva e também pelas doenças sexualmente transmissíveis (DST). Mas como entender a Sexualidade?

A Revista Pediatria Moderna, no seu volume 26 de 1991, nos fala de "Sexualidade entendida num contexto amplo, não só genitalizado, não necessariamente ligado a reprodução, mas como toda forma de expressão de energia vital, considerando o individuo como um todo (biopsicossocial)".

A Revista Brasileira de Clinica e Terapêutica nos amplia o enfoque quando diz que a sexualidade esta " intimamente ligada a questão do crescimento pessoal, auto-estima e a formação de saudáveis vínculos afetivos e amorosos."

Energia criadora que não e só agente de reprodução... mas e reconstituinte das forcas espirituais pelo qual as criaturas encarnadas ou desencarnadas se alimentam mutuamente, na permuta de raios magnéticos, que lhe são necessários ao progresso (vide André Luiz, Evolução em Dois Mundos, cap. XVIII).

O Psiquiatra, na Rev.Bras,Clin.Terap, 20: 1991, explica que "O despertar ou a explosão sexual na adolescência e impulsivo e com estado psicológico instável. Apresenta traços depressivos devido a forte carência afetiva que se tenta resolver através da relação sexual."

Em seguida afirma que "os jovens que se sentiram órfãos de pais vivos, ansiosos, convivendo com inseguranças e sentimentos de rejeição, buscam o sexo como forma de auto-afirmação e alivio dessas incertezas ou carências."

O comentário pode ser estendido aqueles que com cabelos brancos, ainda são " adolescentes".
"com facilidade o sexo pode se tornar uma ponte para o contato humano que falta, numa espécie de troca de sexo por companhia, que feche o vazio da solidão." Jornal Brasileiro de Medicina, 53:, 1987.

"O sexo praticado as escondidas obscurece a experiência, porque gera duvidas excessivas e sentimento de culpa". Dizem os Pediatras que "a forma de minimizar isso e informar os jovens sobre as funções fisiológicas e psicológicas do sexo".

Aqui a omissão dos pais pode levar a um maior numero de abortos, de gravidezes indesejadas e de experiências dramáticas, bloqueando a sexualidade na vida e gerando suas conseqüentes disfunções sexuais, tanto no homem como na mulher.

O que sabem os jovens sobre a própria sexualidade e sobre as DST?
Pesquisadores de São Paulo fizeram um levantamento para avaliar o grau de conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis entre jovens. Constataram que apos 1970 as DST recrudesceram por causas diversas. Entre elas pode-se destacar o advento de novas formas de anticoncepção, o inicio da atividade sexual precoce, a atitude social menos repressiva em relação a liberação sexual, o uso de elementos eróticos na publicidade, nas artes e outros.

Os Professores da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, apos entrevistas com jovens a partir de 12 anos, informam que 59,9% revelaram conhecer alguma DST. No entanto outras doenças, não sexualmente transmitidas, foram também citadas como: bronquite, gripe, câncer, malária, sarampo, caxumba, desidratação, Chagas, leucemia, pereba, amarelão, lepra, febre e gangrena.

A pesquisa nos revelou dados extremamente preocupantes uma vez que os nomes das doenças eram grafados de forma errada e a maior fonte de informação por eles apontada foi a escola.

Outros dados parecem oferecer fortes evidencias do despreparo dos nossos jovens. Recentemente discutimos (abril 1992), com universitários espíritas no Rio de Janeiro, questões sobre epidemiologia da AIDS que julgava estarem superadas.

Os de Ribeirão Preto mostraram despreparo semelhante uma vez que foram encontradas respostas confusas e incoerentes ao lado de outras não condizentes com o modo de transmissão real das DST como: andar descalço, urinar contra o vento, assento de ônibus, piscina, água contaminada, uso de anticoncepcionais.

Conversando com uma doutora em educação e questionando sobre campanhas pouco eficazes pela televisão ouvimos uma síntese que nos fez pensar. "Quem vende cerveja não sabe vender saúde."

O trabalho em Educação-Saúde e de fundamental importância para que todos tomem conhecimento dos efeitos produzidos pelas DST e tornem-se multiplicadores da ação educativa junto aos grupos de referencia.

Se a ignorância e encontrada no capitulo das DST o que devem saber os jovens e seus pais sobre a própria sexualidade?

Em Pediatria Moderna os especialistas comentaram que "a vivencia do namoro leva ao erotismo e a sensualização, que são fontes de prazer; mas o jovem, quando se mostra seguro, esta consciente de que esse desejo de iniciar-se sexualmente PODE E DEVE SER ADIADO para uma situação futura, quando se sentir mais seguro e confortável no plano afetivo."

Dizem ainda, os pediatras, que a condição básica, para que alguém ame sadiamente, e o auto-conhecimento, para que a relação amorosa envolva uma auto-realizacao e um esforço continuo para crescer (aperfeiçoar a sua realidade) e não uma fuga de problemas, ou uma exploração do afeto alheio para sentir segurança.

O poeta escreveu que "quem não tem namorado e alguém que tirou ferias não remuneradas de si mesmo. Namorado e a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade e muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lagrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia."
"Paquera, gabiru, flerte, caso, envolvimento, ate paixão, e fácil. Mas namorado mesmo, e muito difícil."

"Quem não tem namorado não e quem não tem um amor: e quem não sabe o gosto de namorar.

Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado."

Concluem aqueles pediatras que "a possibilidade de relacionar-se de forma ampla sexualmente parece estar acima das possibilidades do adolescente, que ainda não se conhece e não se aceita no grau necessário para realizar este amor."

E incomoda a afirmação que colhi em Femina, outubro de 1986, mas e muito adequada para essa hora.

"De forma sistemática ou não, verbal ou não, consciente ou inconsciente, intencional ou não, todos somos responsáveis, quando transmitimos valores, atitudes, tabus, preconceitos e estereótipos."

Em educação para sexualidade precisamos também tomar cuidado, com os demagogos, os aventureiros e os falsos moralistas. O futuro exigira uma reforma intelectual e moral.
"Sem cultura moral não haverá saída para os homens", "a educação da alma e a alma da educação", surgira a "Aristocracia Intelecto-moral".(Einstein - André Luiz - Kardec).

Este texto foi originalmente publicado no "Jornal Espírita" (SP), Ano XVIII (numero 212): pág. 5, Abril de 1993 e gentilmente cedido pelo autor para publicação no GEAE.

Luiz Carlos D. Formiga

(Publicado no Boletim GEAE Número 298 de 23 de junho de 1998)