16 dezembro 2007

Natal em nós

"Eis que vos trago uma Boa Nova de grande alegria: na cidade de David acaba de vos nascer, hoje, o Salvador, que é Cristo, Senhor...
Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade.”

Assim foi anunciado, aos pastores de Belém, por um Mensageiro celeste, o grande acontecimento.
Nas palavras "vos nascer" está toda a importância do Natal. Jesus nasceu para cada um em particular.
Não se trata de um fato histórico, de caráter geral. É um acontecimento que, particularmente, diz respeito a cada um.
Realmente, a obra do Nazareno só tem eficácia quando individualizada.
A redenção, que é obra de educação, tem de partir da parte para o todo. Do indivíduo para a coletividade.
Enquanto esperamos que o ambiente se modifique não haverá mudanças. Cada um de nós deve realizar a sua modificação.
Depende somente de nós.
O Natal, desta forma, é aquele que se concretizará em nós, com a nossa vontade e colaboração.
O estábulo e a manjedoura da cidade de David não devem servir somente para composições poéticas ou literárias.
Devemos entendê-los como símbolos de virtudes, sem as quais nada conseguiremos, no que diz respeito ao nosso aperfeiçoamento.
O Espírito encarnado na Terra não progride ao acaso. Mas sim pelo influxo das energias próprias, orientadas por Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Assim, toda a magia do Natal está em cada um receber e concentrar em si esse advento.
Jesus é uma realidade. Ele é a Verdade, a Justiça e o Amor.
Onde estes elementos estiverem presentes, Ele aí estará.
Jesus não é o fundador de nenhum credo ou seita. Ele é o revelador da Lei Eterna, o expoente máximo da verdade, da vontade de Deus.
Jesus é a Luz do Mundo. Assim como o sol não ilumina somente um hemisfério, mas sim toda a Terra, assim o Divino Pastor apascenta com igual carinho todas as ovelhas do Seu redil.
O Espírito do Cristo vela sobre as Índias, a China e o Japão, como sobre a Europa e a América.
Não importa que O desconheçam quanto à denominação. Ele inspira aos homens a revelação divina, o evangelho do amor.
Aqui Lhe dão um nome, ali um outro título.
O que importa é que Ele é o mediador de Deus para os homens, e intérprete da Sua Lei.
Onde reside o Espírito do Cristo, aí há liberdade. Jesus jamais obrigou ninguém a crer desta ou daquela forma.
Sábio educador, sabia falar ao íntimo da criatura, despertar as energias latentes que ali dormiam.
Esta a Sua obra: de educação. Porque educar é pôr em ação, é agitar os poderes anímicos, dirigindo-os ao bem e ao belo, ao justo e ao verdadeiro.
Este é o ideal de perfeição pelo qual anseia a alma prisioneira da carne.
Jesus nasceu há mais de vinte séculos...
Mas o Seu natalício, como tudo o que Dele provém, reveste-se de perpetuidade.
O Natal do Divino Enviado é um fato que se repete todos os dias. Foi de ontem, é de hoje, será de amanhã e de sempre.
Os que ainda não sentiram em seu interior a influência do Espírito do Cristo, ignoram que Ele nasceu.
Só se sabe das coisas de Jesus por experiência própria. Só após Ele haver nascido na palha humilde do nosso coração é que chegamos a entendê-Lo,assimilando em Espírito e Verdade os Seus ensinos.
* * *
Neste Natal lhe desejamos muita paz. Em nome do Celeste Menino, o abraçamos.
Jesus lhe abençoe a vida e lhe confira redobradas oportunidades de servir no bem.
Que Sua mensagem de amor lhe penetre a alma em profundidade e que juntos possamos, em nome Dele, espalhar sementes de bondade, pela terra árida e sofrida dos que não crêem, porque ainda não O conhecem.
Feliz Natal!

Redação do Momento Espírita com base no cap. 4 do livro Na seara do mestre, de Vinícius, ed. Feb.Em 14.12.2007.

11 dezembro 2007

Gradações do Amor


O amor é o mais sublime dos sentimentos. Muitas vezes as criaturas o confundem com o exclusivo uso do sexo.

”Fazer amor” é expressão bastante usada para se referir a um relacionamento sexual, onde nem sempre existe a tônica desse sentimento.

Amor é a preocupação ativa pela vida e crescimento do outro ou daquilo que amamos.

Quem diz amar as plantas, esmera-se em cuidá-las: regar, podar, livrar de eventuais pragas.

Quem afirma amar os animais os atende em suas necessidades, alimenta-os, abriga-os, dá-lhes carinho, afago.

Quem ama não agride, não magoa. Matar por amor é desculpismo de quem perdeu o equilíbrio, cometeu loucura. O amor somente constrói. E deseja a felicidade de quem ama.

Nas gradações do amor, encontramos o amor fraterno, o conjugal, o maternal, o amor à arte, à ciência, ao desporto...

Recordamo-nos que certa vez vimos um garoto de uns oito anos, não muito robusto, carregando às costas outro menino de seus cinco anos mais ou menos.

Notamos que era com dificuldade que ele andava, arqueado ao peso do outro.

Verificando que o que ia às costas não trazia deficiência física que o impedisse de andar, acercamo-nos dos dois e falamos: "Menino, por que você leva esse grande peso às costas? Isto não é bom, sabia?"

O garoto parou de andar. Olhou-nos, admirado, ajeitou melhor o seu fardo e nos disse: "Mas é meu irmão!” E foi embora, levando o precioso fardo.

É meu irmão! Para ele não era fardo, nem peso. Havia amor no que ele fazia.

Amar é ter capacidade de renúncia e doação.

A Humanidade registra a abnegação de homens e mulheres notáveis, cujas vidas, iluminadas pelo amor, tornaram-se exemplos edificantes, inolvidáveis.

Bezerra de Menezes, conhecido como O Médico dos Pobres, esquecia-se de si para atender as necessidades dos que lhe batiam à porta do coração.

No Mundo Espiritual, temos notícias de que foi convidado pela própria Mãe de Jesus a desenvolver atividades em regiões avançadas, celestes.

Humilde, para a mensageira de Maria que lhe transmitiu o convite, rogou: "Se algo posso pedir à excelsa Mãe de Jesus, gostaria de ficar nas proximidades da Terra, atendendo os meus irmãos.

Enquanto houver uma lágrima a enxugar, uma aflição a acalmar, eu desearia permanecer com os homens.”

Isto se chama amor!

Entre os animais, as aves observam a castidade conjugal, cuidam dos filhos, tal qual em um lar humano nobre.

O casal, por débil que seja, mostra-se valoroso até ao sacrifício de morte, em se tratando de defender a prole.

Os animais ferozes como o tigre, o lobo, o gato selvagem têm por suas crias o mais terno afeto.

São expressões tímidas do amor conjugal e do amor materno que se ensaiam nas espécies inferiores, para eclodir na criatura humana, mais adiante...

* * *

O amor de Deus sustenta o Universo.

Ama tu também, seja qual for a situação em que te encontres.

Distribui amor pelo caminho, semeando estrelas de esperanças.

Amanhã, elas brilharão para ti.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2 do livro A evolução anímica, de Gabriel Delanne, ed. Feb.

05 dezembro 2007

Qualidade do amor


Você ama?


O que é amor?

Uma poética definição do Espírito Emmanuel diz que O amor é a força de Deus que equilibra o Universo.

Por aí podemos notar o poder deste sentimento.

Na nossa vida diária o amor ocupa lugar de destaque.

Não existe quem não ame a ninguém ou a nada.

O ser humano é eminentemente afetivo.

A capacidade de amar é a virtude por excelência, chama especial que nos assemelha ao Criador.

Alguns amam o seu trabalho, outros a sua religião.

Alguns amam seus bens, outros a sua arte.

Alguns amam o esporte; outros amam os animais...

Mas todos nós, sem exceção, amamos a outras pessoas, sejam amigos, esposa, marido, filhos, mãe, pai, avós...

Você mesmo que nos lê agora, deve, neste instante, pensar nas pessoas que ama.

Mas uma questão se impõe quando se fala de amor: Quem ama se desentende?

É óbvio que, se falamos de amor com "a" maiúscula, jamais ele provocará desentendimentos. Entretanto, esse amor sublime é a conquista da vida, é o amor completo, amor integral.

Na nossa marcha evolutiva, contudo, muitos de nós estamos por conquistar esse amor, o que não impede que o sintamos e o manifestemos.

Digamos assim que o nosso amor não está pronto. Está, pois, incompleto.

É por este motivo que nos desentendemos.

Algumas pessoas pensam que não se amam, porque têm dificuldades de se dar.

Para que o nosso amor se torne completo faz-se necessário o apoio daquilo que chamamos os complementos do amor.

O afeto que sentimos por alguém é o estímulo para a conquista dos complementos, sejam eles: o perdão, a alegria, o carinho, a renúncia, o companheirismo e a compreensão.

Procure perdoar as pessoas que ama. Ponha-se no lugar delas e pense se também não está sujeito a erros.

Busque viver alegremente, iluminando-se e àqueles que ama. Só o fato de ter um amor já é motivo para festa.

Seja carinhoso com seus amores. Não há dificuldade de relacionamento que resista à força do carinho.


Renuncie a coisas pessoais, a fim de dar espaço para o seu amor. A melhor forma de pensar em si é pensar um pouco nos outros.


Ofereça ao seu amor a luz desses complementos e você vai perceber que para amar com "a" maiúscula, basta querer com "q" também maiúscula.


* * * Você sabia que o ódio é o amor doente?


Ninguém odeia gratuitamente e, na maioria das vezes, o ressentimento é fruto do sofrimento que a pessoa odiada provocou em nós mesmos ou em alguém a quem amamos.

O ódio, porém, tem o poder de desequilibrar a nossa capacidade afetiva, nos fazendo, inclusive, magoar mesmo às pessoas que amamos.


* * *E você sabia que a mágoa é o amor melindrado?


Se você está magoado com alguém é porque ama esse alguém.

Se ama, então por que não perdoar?


* * * Não se canse de amar.


Insistindo no amor você conseguirá impregnar as pessoas ao seu redor, recebendo as bênçãos de que se reveste.




Redação do Momento Espírita.Em 03.12.2007.