31 outubro 2006

Consciencia


O homem que havia dilapidado a vida de outro homem fugiu à correção da justiça, transportando-se para longe.

Assentou moradia em outra região, mudou de nome, entregou-se a novos empreendimentos e buscou novas relações, mas, em pouco tempo, se reconheceu enfermo e abatido.

Somente depois de longos tratamentos e dores inexplicáveis é que compreendeu que estava preso em si mesmo.

Emmanuel(Do livro Sinais de Rumo, FCXavier)

28 outubro 2006

FAÇA SEU TEMPO FELIZ


Se você caminha pelas estradas terrenas, cotidianamente, percebe o quanto costumam ser negativas, pessimistas ou depressivas as expressões da vida de cada um.
As falas diversas dos seus interlocutores, se é que você mesmo não se enquadra nesse rol de negativas e de negatividades.
Jamais, ou poucas vezes, acha-se alguém com entusiasmo pela existência, expressando tal entusiasmo.
Poucos bendizem as horas no corpo físico, com todos os seus acontecimentos a facultar crescimento amplo ou diminuto.
Abrem-se os comentários da vida, habitualmente, pelas afirmativas de que as coisas em torno estão muito ruins, quando menos, diz-se que as coisas estão mais ou menos.
É de costume a pessoa lamentar-se pelos familiares que não são carinhosos, que não são atenciosos, que não são dedicados.
De outro modo, fala-se que estão doentes, que são doentes, que são maus.
Vêem-se as conjunturas políticas e sociais do mundo com tamanho pessimismo, que costuma-se asseverar que "não há mais jeito"; "que tudo vai de mal a pior"; "nesse campo ninguém presta".
Os amigos são para esses negativos, verdadeiros traidores, que não merecem a sua amizade; comenta-se que, em toda parte, o mal vai tomando dianteira.
Se o assunto é vício, drogas etc. Ouvem-se falas como "ninguém escapa"; "todo mundo usa"; "é uma calamidade".
O trabalho profissional é chato, cansativo, expiatório, e, então, para que trabalhar?
Todavia, vale a pena meditar um pouco sobre tudo isso.
Pare um pouco e pense sobre a sua vida, seus objetivos.
Melhore o nível psíquico do seu dia-a-dia. Você não precisa ser deficiente intelectual diante dos fatos do mundo.
Porém, mesmo sabendo das coisas equivocadas que se passam no mundo a sua volta, procure extrair o melhor de cada dia.
Tente observar as coisas boas, bonitas, formosas que estão acontecendo ao seu derredor.
Você pode atrair bênção ou tormentos, luz ou sombra, tristeza ou alegria. Só depende da sua própria disposição.
Aprenda a extrair o que há de melhor na terra, ao redor dos seus passos.
Busque fazer o seu dia brilhante, feliz, inaugurando, onde se move, o regime de otimismo, de alegrias.
Trabalhe de tal maneira que a sua sensibilidade seja passada a todas as pessoas que estão ao seu redor.
Entusiasme-se com a sua saúde e a dos seus.
Sorria, a cada manhã, com o passeio do sol nas avenidas azuis do céu...
Agradeça ao Senhor supremo pela família, pela saúde, pelas chances de estudar, de trabalhar, sem maiores problemas.
Erga a sua oração ao Criador e, sintonizando nas faixas felizes do bem, transforme a sua existência no mundo físico num campo de muito boas realizações.
Faça do seu dia um dia venturoso, realizando a sua parte para que todo o mundo melhore, se aprimore, com um pouco do seu esforço.

Pense nisso!

TC 22/09/2006Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Joanes, psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em 15/03/2000, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói - RJ.

23 outubro 2006

Brasil




BRASIL
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Desde o Nilo famoso, aberto ao sol da graça,
Da virtude ateniense à grandeza espartana,
O anjo triste da paz chora e se desengana,
Em vão plantando o amor que o ódio despedaça,
Tribos, tronos, nações... tudo se esfuma e passa.
Mas o torvo dragão da guerra soberana
Ruge, fere, destrói e se alteia e se ufana,
Disputando o poder e denegrindo a raça.
Eis, porém, que o Senhor, na América nascente,
Acende nova luz em novo continente
Para a restauração do homem exausto e velho.
E aparece o Brasil que, valoroso, avança,
Encerrando consigo, em láureas de esperança,
O Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho.

¬¬¬¬¬¬¬¬
Olavo Bilac
¬¬¬¬¬¬¬¬

14 outubro 2006

ATÉ QUANDO?


Existem situações muito tristes acontecendo em nossa sociedade, que não aparecem nas manchetes.
É a triste realidade que vivem nossos jovens e adolescentes, com relação à apologia da beleza, que deve ser cultivada a qualquer custo.
Os meios de comunicação que, na disputa pelos primeiros lugares do ibope, não mostram as tragédias que assolam as almas frágeis das nossas crianças.
A anorexia é um desses problemas, que cada vez mais se alastra fazendo vítimas.
Crianças e jovens que se recusam a comer, a ingerir qualquer líquido, porque se acham demasiadamente gordos, embora estejam só pele e ossos.
Adolescentes que mutilam o corpo, ainda em formação, com cirurgias plásticas, silicone, remédios para emagrecer, mesmo que isso lhes custe a própria vida.
Jovens que não se conformam por não estar dentro dos padrões de beleza estabelecidos pelas mídias, e entram em depressão, apatia profunda, chegando a abandonar a vida pelas portas do suicídio.
Até quando suportaremos essa tirania da beleza?
Até quando permitiremos que nossos filhos e filhas sejam vítimas dessa insanidade generalizada que se abate sobre a sociedade, impondo sofrimento e dor?
Até quando consentiremos que os valores sejam invertidos de tal forma que a vida passe a valer menos que a aparência física?
Desde quando a roupa vale mais do que quem a veste?
Desde quando o corpo vale mais do que o ser que o habita?
É imperioso parar um pouco para analisar os valores da vida, e evitar que nossos jovens e crianças se percam nessa armadilha nefasta que é a ditadura da aparência.
As mídias não mostram o sofrimento de pais que dariam tudo para que seu filho ingerisse um pedaço de pão, um copo de água, para continuar respirando...
Isso tudo acontece porque se convencionou estabelecer as medidas que um corpo precisa ter, o tipo de cabelo que se deve ter, a estatura ideal.
Meu Deus! O corpo é o instrumento da alma, e não deve valer mais que a própria alma!
A beleza do corpo está justamente no serviço que presta ao espírito, para seu aperfeiçoamento intelecto-moral.
Quantos pais se dedicam, integralmente, ano após ano, a cuidar de filhos cujo corpo é deformado, e encontram nessa tarefa sua razão de viver.
Sabem que a beleza que deve ser cultivada é a do ser imortal, que sobreviverá ao corpo, que continuará seu aperfeiçoamento pela eternidade afora.
É preciso pensar nisso, com a urgência que o assunto requer.
É imperioso que mães e pais não torturem seus filhos com a idéia de que devam ser modelos de beleza física.
Mas para isso é preciso que esses pais também se dêem conta de que a aparência física não é o fator mais importante na vida.
O corpo, por mais belo que seja, um dia será pó.
A alma que o habitava o abandonará, mais cedo ou mais tarde, mas não sairá da vida.
É justo que eduquemos nossas crianças para uma alimentação saudável, por questões de saúde.
É natural que queiramos nossos filhos bem dispostos, exercitando o corpo para garantir seu bem-estar.
O que precisamos deter é essa tirania da beleza exterior, que não leva em conta a verdadeira beleza que é a do espírito.

Pensemos nisso com carinho, e libertemos nossas crianças desses grilhões que a ilusão da beleza padronizada pelas conveniências lhes impõem.

TC 09/06/2006 Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.