24 agosto 2006

LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

Tudo na criação está em permanente processo de transformação e aprimoramento.
Assim também ocorre com os homens. Em sua condição de espíritos, trilham marcha ascendente rumo à angelitude.
Foram criados em estado de absoluta simplicidade e ignorância, Mas possuem, desde o princípio, os embriões de todas as virtudes.
Nas primeiras experiências foram conduzidos grandemente pelos instintos. Gradualmente tomaram ciência de seu potencial e passaram a fazer opções. Titubeantes no princípio, desenvolveram a consciência de si próprios e da sua vontade.
Um elemento primordial do progresso consciente é o livre-arbítrio.
As espécies animais e vegetais são conduzidas pelas forças da natureza, em suas etapas de elaboração. Já os homens podem escolher os caminhos que trilham.
O progresso espiritual pressupõe o desenvolvimento da faculdade de discernir o bem e o mal. Para a aquisição desse senso moral, para crescer em entendimento e compreensão, é imprescindível a liberdade de opção. Quanto mais o espírito burila seu intelecto e exerce sua vontade, mais liberdade tem. Seu leque de opções aumenta. Mas não é somente a liberdade que ganha expressão.
Com o conhecimento e o lento evoluir do ser, ele se torna mais responsável pelo que faz. Quando o instinto predomina, a responsabilidade é ínfima. Quando a vontade e a consciência regem o destino, torna-se inarredável a responsabilidade.
O homem é intrinsecamente livre em seus atos e pensamentos, mas responde por tudo o que faz e pensa.
As leis humanas são freqüentemente burladas e enganadas, contudo, nos estatutos divinos não há qualquer falha.
Sendo as leis divinas inscritas na consciência de cada homem, elas jamais são burladas. Ninguém escapará de si próprio.
Cada qual é livre para pensar, falar e agir. Mas essa liberdade sempre deve respeitar os direitos do próximo.
A movimentação do livre-arbítrio jamais deve causar sofrimento e coerção para outrem.
Quem se permite infelicitar o semelhante, infelicita-se a si próprio.O desrespeito à dignidade e à felicidade alheias aprisiona o seu autor.
O homem que provoca sofrimento prepara para si um cárcere de sombra e desgraças. Talvez ele engane a justiça humana. Quiçá logre anestesiar a própria consciência por um tempo. Mas cedo ou tarde, nesta encarnação ou em outra, despertará para a realidade. Sua consciência o chamará a prestar contas de seus atos.
Então, a dor infligida ressurgirá no íntimo do ser. Entre inibições e complexos, lutas e sofrimentos, ele se acertará com as leis divinas.
Reflita na responsabilidade que você possui, em sua condição de homem livre. Você pode muito. Pode escolher ser honesto ou desonesto, misericordioso ou cruel, leal ou traiçoeiro, útil ou inútil. Mas responderá por seus atos. Não se trata de pecado e castigo, mas de responsabilidade.
Pense nisso!
Textos da Equipe de Redação do Momento Espírita.

02 agosto 2006

SEGURANÇA ÍNTIMA

Os que vivem no mundo desejam ter tranqüilidade.
No entanto, algumas pessoas que convivem conosco são portadoras de grande segurança íntima.
Recebem impactos dolorosos sem desespero. Enfrentam obstáculos grandiosos sem alterar o humor.
De certa forma, as invejamos. Prezaríamos ser como elas.
E podemos. Existem pequenas regras que, se observadas, nos auxiliarão a construir essa segurança íntima, tão almejada.
1ª comecemos a edificação da paz em nós, observando que todos precisamos pensar por nós mesmos, embora as influências das idéias alheias;
2ª aceitemo-nos como parcelas da imensa família humana, verificando que os nossos percalços não são maiores que os dos outros;
3ª compreendamos que, por sermos espíritos imperfeitos, no atual estágio, não estamos isentos de cometer determinados erros. erros que nos devem convidar a parar e reexaminar questões;
4ª aprendamos que a estrada dos nossos entes queridos pode ser muito diferente da nossa. não desejemos para eles o que a vida não lhes oferece;
5ª saibamos zelar pela condução da nossa vida, sem interferir na do próximo, desde que cada viajor no carro da existência tem seu próprio roteiro;
6ª auxiliemos os familiares nos contratempos que lhes surjam, assim como desejamos ser amparados, na nossa marcha;
7ª afastemo-nos dos julgamentos precipitados e das condenações indevidas;
8ª compreendamos que cada criatura é um ser individual com seus anseios, compromissos, conquistas, virtudes e paixões, e abstenhamo-nos de impor condições ou exigir que tenham conosco esta ou aquela postura;
9ª reflitamos que nos compete proteger o corpo que nos diz respeito.
Desta forma, não provoquemos desastres que nos ameacem ou ameacem os outros.
Respeitemos em cada ser vivo uma obra da criação.
Optemos pela simplicidade no cotidiano.
Estejamos atentos às pequenas coisas, pois, em síntese, são elas que promovem a nossa felicidade hoje, e no futuro.
Construamos o nosso refúgio de serenidade, permitindo-nos usufruir das experiências sem abalos que nos façam sucumbir à tristeza, desânimo ou desespero.

***A serenidade não é uma aquisição espiritual que se possa conseguir num toque de mágica.
É fruto do trabalho duro e áspero da paciência em ação.
E ninguém possui a serenidade que não construiu.
Eis porque é necessária a vigilância em nós mesmos.***

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Calma, cap. Segurança íntima.