30 junho 2006

A Terra e o Futuro

Com as constantes modificações que observamos no nosso planeta nos dias de hoje e com as informações já fornecidas pela espiritualidade, ha espaço para reflexão sobre futuro da humanidade na Terra. Uma discussão desse tipo nos parece importante, tendo em vista a necessidade da pratica da reflexão em nossa vida para podermos seguir nessa jornada da melhor maneira possível, evitando sofrimentos desnecessários e contemplando a felicidade que a vida nos pode fornecer.

Já no tempo da codificação, os amigos espirituais de planos maiores incumbidos da missão, "Terra Regenerada", nos informaram da decisão Divina em promover a evolução da Terra como planeta Expiatório para Regenerado. Isso implica, evidentemente, numa condição mais feliz de vida para a humanidade futura. Como o próprio termo diz, expiação implica na necessidade de reencarnações reparatórias de erros cometidos em vidas anteriores e, conseqüentemente, o sofrimento encontra-se presente fortemente nesse sistema de vida. Regeneração significa um passo adiante na escala evolutiva; uma fase de transição rumo a felicidade eterna. Regenerar demonstra o arrependimento e a recuperação de muitos erros com o estabelecimento da harmonia evolutiva e, portanto, um estagio mais feliz de vida individual e em comunidade.

Nessa importante missão, o plano espiritual nos informou que o Brasil foi o pais escolhido como pólo centralizador do movimento transformatório. O projeto Terra Regenerada, certamente implica em etapas devidamente planejadas com a participação de pessoas atuando em todas as áreas do conhecimento humano e em todos os pontos do planeta, assim como em outros planos espirituais. Tudo esta sendo coordenado pela Espiritualidade Maior, responsável pelo desenvolvimento da vida na Terra em contexto com o Universo.

Muita gente ainda não teve acesso a essas informações ou mesmo não acredita nelas e observa o mundo como decadente. Muitos acreditam na destruição drástica do planeta e na seleção Divina da humanidade entre o céu e o inferno. Tendo em vista a complexidade da vida no planeta, com bilhões de espíritos encarnados e outros tantos em planos espirituais próximos, cada um com a sua individualidade inata e Livre-arbítrio, evidenciamos ainda muita desordem, sofrimentos, injustiças, etc. Mas aonde estão as evidencias do projeto Terra Regenerada?

A primeira delas vamos encontrar no próprio Evangelho, onde Jesus Cristo nos garante que Deus Pai nos enviara, no momento adequado, o Consolador e com ele os anjos santos. Assim, uma plêiade enorme de espíritos superiores trabalharão nesse projeto.

Um projeto dessa natureza não poderia ser realizado de uma hora para outra sem implicações serias na estrutura do planeta e na harmonia do universo. E, portanto, de se esperar que isso se processe gradualmente, dentro das condições naturais do planeta. Mas também ha de se pensar num processo não muito demorado, devido aos efeitos marcantes de destruição da natureza provocados por homens sem visão do coletivo e também pela necessidade evolutiva mais rápida daqueles que amam a Terra.

Com essa visão, o projeto básico consistiria numa seleção dos espíritos reencarnantes no planeta. A permissão da reencarnação de somente espíritos com níveis de evolução apropriados a Terra regenerada e de espíritos missionários mais elevados, propiciara mudanças radicais em beneficio de todos, mas infelizmente as custas de grandes sofrimentos, o que não e motivo de desagrado para muitos que compreendem o grande valor desses desafios para a evolução espiritual. Neste caso, devemos observar o bom desenvolvimento espiritual de adultos, jovens e principalmente das crianças de hoje. Porem não pode haver uma regra fixa estabelecida para todos e muitas exceções se efetuam por motivos diversos.

Nesta etapa, como observamos atualmente, grupos de jovens e crianças com desafios cada vez maiores no caminho do bem surgem a todo instante, como movimentos de solidariedade humana, preservação da natureza, contra preconceitos, estabilidade política, contra corrupção, etc. Ações fortes estão sendo encaminhadas em todos os sentidos, não mais a nível local, regional ou de um pais. Ha que se pensar no mundo como um só. Surge a globalização econômica e social. Essa integração implicara em modificações acentuadas no modo de vida do planeta. Haverá preocupação com a vida geral em todo o planeta. A preservação do meio ambiente será prioridade global e os paises que mais prejudicaram a natureza ao longo dos anos, deverão contribuir mais para a preservação global, sejam ajustando suas atividades econômicas ou contribuindo com recursos financeiros aos paises que devem manter a natureza preservando a vida na Terra. O tempo da guerra fria acabou para sempre. Com o tempo se percebera que o investimento de recursos em armamentos e inútil e desnecessário. Contrariamente, o desarmamento geral será uma pratica de eficiência administrativa sem prejuízo algum, pois haverá desinteresse em conflitos externos devido a convivência amigável em comunidade global, implementado inclusive pela competitividade saudável no trabalho mas com respeito ao próximo.

Uma outra etapa importantíssima seria o desenvolvimento de tecnologia avançada capaz de promover a união rápida e eficiente da comunicação em todos os pontos do planeta. Não se pode imaginar nenhuma mudança significativa em qualquer lugar sem a existência de trocas de informações. Uma liderança e tanto mais significativa quanto maior for a sua capacidade de convencimento de pessoas as suas idéias que passam as incorporá-las em seu modo de vida. A informática e a tecnologia estabelecida para o projeto Terra Regenerada. Com o uso da internet as pessoas opinarão globalmente, promovendo mudanças administrativas significativas nos governos de todos os paises, pois haverá imensa pressão da própria sociedade mundial nas administrações locais. Podemos visualizar uma mudança radical nas administrações, saindo da esfera individual ou partidária restrita, para uma imensa participação popular, vencendo as opiniões da grande maioria. Para a popularização mundial da informação, deve ser resolvido o problema da linguagem. Porem, já estão em aprimoramento programas de tradução automática que serão auxílios indispensáveis a comunicação de massa internacional.

Diante dessa visão perguntamos: Qual o nosso papel neste planeta? Ajudar esse projeto ou viver nesse contexto? Cabe a cada um descobrir o seu real objetivo no momento. Verificar as suas possibilidades; compreender a sociedade onde vive e ajudá-la a melhorar, quer seja na sua família quer em meio mais amplo. As possibilidades de trabalho são muitas.

O espiritismo fornece um meio seguro para a reflexão, acompanhando a ciência passo a passo e promovendo a construção de um futuro melhor com o fortalecimento de uma fé racional e inabalável. E nessa área que o Brasil cumpre a sua principal missão, ensinando a pratica da caridade e a fraternidade universal a todos os povos com as suas inúmeras instituições beneficentes como hospitais, orfanatos, creches, asilos, grupos e casas espíritas espalhadas por todo o pais. Mas e aqui na internet que esse exemplo de solidariedade e amor a doutrina espírita se espalhara ao planeta com grande rapidez. Doutrina essa que simplesmente coloca o homem em constante meditação sobre a vida. De tudo o que se ouve, cabe a cada um seguir a sua razão, sem preconceitos. A humildade e ponto fundamental no entendimento da verdade da vida e fator que limita o potencial do uso da razão.

Raul Franzolin Neto

22 junho 2006

Evitando Obsessões

Não deixe de sonhar, mas enfrente as suas realidades no cotidiano.
Reduza suas queixas ao mínimo, quando não possa dominá-las de todo.
Fale tranqüilizando a quem ouve.
Deixe que os outros vivam a existência deles, tanto quanto você deseja viver a existência que Deus lhe deu.
Não descreia do poder do trabalho.
Nunca admita que o bem possa ser praticado sem dificuldade.
Cultive a perseverança, na direção do melhor, jamais a teimosia em pontos de vista.
Aceite suas desilusões com realismo, extraindo delas o valor da experiência, sem perder tempo com lamentações improdutivas.
Convença-se de que você somente solucionará os seus problemas se não fugir deles.

Recorde que decepções, embaraços, desenganos e provações são marcos no caminho de todos e que, por isso mesmo, para evitar o próprio enfaixamento na obsessão o que importa não é o sofrimento que nos visite e sim a nossa reação pessoal diante dele.

ANDRÉ LUIZ
Livro: PAZ E RENOVAÇÃO
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

18 junho 2006

EGOISMO


O egoísmo é a fonte da maioria absoluta dos males que assolam a humanidade.
A exagerada preocupação com os próprios interesses faz com que qualquer coisa que os contrarie tome desmedida importância.
Essa forma equivocada e rasteira de perceber a vida a todos prejudica.
Primeiro, tira a paz do próprio egoísta, que se angustia em suas tentativas de submeter o mundo aos seus interesses.
Segundo, causa danos à sociedade, que não pode ser harmônica enquanto seus integrantes se digladiam.
Já a solidariedade e a preocupação com o bem-estar coletivo disseminam a felicidade. Tome-se como exemplo a questão da segurança.
Os habitantes das grandes cidades vivem em estado de alerta, com medo de serem molestados.
Quem pode contrata serviço de vigilância para sua residência.
Há preocupação constante com os filhos e os parentes em geral.
Teme-se um assalto, um seqüestro relâmpago, um golpe de qualquer ordem.
Tal situação é típica de uma sociedade egoísta.
Se a preocupação com os próprios interesses fosse menor, poderiam ser encontradas formas de resolver o problema.
Mas para isso o objetivo das criaturas não poderia ser fazer crescer a qualquer custo o próprio patrimônio.
É bom e natural que os homens se preocupem em conquistar bens que lhes garantam uma vida digna, e fomentem o progresso.
Mas quando a busca das coisas materiais é exacerbada, ela causa grandes problemas. Numa sociedade em que a grande maioria está despreocupada com o bem-estar coletivo, as disparidades crescem.
É impossível que todos conquistem exatamente o mesmo nível de conforto.
Os homens são diferentes em talentos e habilidades.
Mas é necessário assegurar condições para que todos conquistem o mínimo indispensável a um viver digno.
Quando o homem consegue ver o próximo como um semelhante, torna-se solidário.
A dor do outro dói tanto quanto a sua.
A miséria e o desemprego na casa do vizinho são tão trágicos como se fossem na sua residência.
Imagine como seria bom viver em uma sociedade segura.
Sair tranqüilo na rua, mesmo à noite.
Mandar seus filhos para a escola, certo de que ninguém os molestaria.
Está nas mãos de todos adotar as providências iniciais para uma reforma social.
Essa reforma principia pela modificação do próprio comportamento.
A reforma íntima é uma dura batalha.
É mais fácil vencer os outros do que a si mesmo.
Mas não há equívocos no universo, que é regido pela sabedoria divina.
Cada qual vive no meio que lhe é mais adequado.
Se você deseja viver em paz, comece a burilar o seu interior.
Preste atenção em todas as suas atitudes que revelam egoísmo.
Esse egoísmo pode ser pessoal, familiar ou de classe.
Analise o que você deseja para você, para sua família ou para sua classe profissional.
Há como estender tais vantagens para os outros?
O custo de suas regalias não é excessivamente alto para os semelhantes?
Certamente vale a pena moderar um pouco os próprios anseios, em prol de uma vida harmoniosa.
De nada adianta enriquecer causando o empobrecimento alheio.
Não é possível viver em paz em meio à miséria e à dor dos semelhantes.
A genuína felicidade surge quando se aprende a compartilhar.
Quem experimenta a ventura da solidariedade jamais volta atrás.
Equipe de Redação do Momento Espírita.

06 junho 2006

Religiões Afro e Espiritismo: uma confusão freqüente

O Jornal Extra de 20 de fevereiro de 2000 publicou em primeira página a seguinte matéria: “Espíritas benzem a Linha Amarela”.

O Jornal O Dia de 02 de abril de 2000 também publicou em primeira página: “Rio esotérico atrai turistas. Os turistas australianos pagam R$ 5 mil por tour que inclui passe de Exu Veludo em centro espírita na usina”.

Novamente o Jornal Extra de 23 de maio de 2000 publicou em primeira página: “Espíritas ouvidos pelo EXTRA disseram que o baixinho (Romário) foi vítima de olho grande. Jair de Ogum, um dos mais famosos pais-de-santo do Rio, é taxativo: Ele (Romário) também tem culpa nisso, porque renegou o Espiritismo”.

Ora, meus amigos, depois de tudo isso podemos concluir um fato: nossos jornalistas desconhecem por completo o assunto religião, principalmente, quando se referem às religiões Afro e ao Espiritismo.Vale a pena lembrar que o Espiritismo surgiu na França, a partir da publicação de “O livro dos Espíritos” em 18 de abril de 1857, sem nenhuma ligação com qualquer culto de origem africana. Além disso, o Espiritismo não possui nenhuma forma de culto material, nem adota nenhuma espécie de ritual, tais como: oferendas em encruzilhadas, danças, batuques, riscadura de pontos, fumo, etc. Tudo isso são com coisas absolutamente estranhas ao Espiritismo, este que não possui nenhuma forma de culto exterior.
Já as religiões Afro-brasileiras tiveram seu início no século XVI com a vinda dos escravos africanos para o Brasil colonial. A Umbanda, particularmente, sofreu forte sincretismo com o Catolicismo. Isso aconteceu, porque os escravos foram obrigados a trocarem suas Entidades cultuadas na África pelos Santos da Igreja Católica. Por isso, é que nos Centros Umbandista, as imagens de São Jorge são cultuadas como Ogum, as de São Sebastião como Oxossi, e por aí adiante...
Entretanto, não são somente os nossos jornalistas que fazem confusão entre o Espiritismo e as Religiões Afro. Os próprios umbandistas e candomblecistas também o fazem.
Esses nossos irmãos se autoclassificam como “espírita-umbandista” ou “espírita-candomblecista”. Isto é o mesmo que dizer: sou “católico-protestante” ou sou “judeu-cristão”. Espiritismo é Espiritismo, Umbanda é Umbanda, Candomblé é Candomblé, Protestantismo é Protestantismo, Catolicismo é Catolicismo, Judaísmo é Judaísmo. As religiões Afro-brasileiras são respeitáveis, sim. Mas não são Espiritismo conforme aprendemos nos livros de Allan Kardec.
É importante ressaltar que o nosso objetivo é esclarecer conceitos. Sabemos que o Espiritismo é ecumênico por excelência, não estamos enaltecendo a Doutrina Espírita, nem denegrindo a imagem de nossos irmãos umbandistas e candomblecistas. Deus na Sua infinita bondade e misericórdia permite as diversas religiões, pois sabe que diversos são os graus de entendimento humano. Dá-nos, desta forma, a oportunidade de encontrarmos aquela que esteja de acordo com o nosso grau evolutivo. Repetimos para deixar bem claro, o nosso objetivo é esclarecer conceitos.
Os nossos irmãos espíritas também possuem uma parcela de culpa nesta confusão que fazem em torno da Doutrina. Quem nunca ouviu até mesmo dentro do Centro Espírita, o termo “espírita-kardecista”? Kardec não fundou Doutrina alguma. A Doutrina é dos Espíritos, por isso, o termo Espiritismo. Portanto, quando se diz “espírita-kardecista”, logo vem a pergunta: existe o “espírita-não kardecista”? Ora, meus irmãos, dizer por aí: sou “espírita-kardecista” é o mesmo que dizer “estou subindo para cima” ou “entrando para dentro”. É um pleonasmo desnecessário.
O Espiritismo não possui ramificações. Portanto, não existe “alto” ou “baixo” Espiritismo, Espiritismo “elevado”, Espiritismo de mesa; muito menos, o termo “kardecismo”. Sabemos que muitos espíritas falam desta forma para não serem confundidos com outras Doutrinas. Porém, esquecem-se que para o leigo se existe um “Espiritismo-kardecista”, deve também existir um “Espiritismo-não kardecista”, talvez um “Espiritismo-umbandista” ou um “Espiritismo-candomblecista”, quando sabemos que o Espiritismo é um só: o codificado por Allan Kardec.
Dessa forma, meus amigos espíritas, quando indagados por alguém sobre sua religião ou filosofia, digam por favor: sou espírita! E se esta pessoa esboçar qualquer dúvida, você está com a chance de esclarecê-la e estará colaborando para a divulgação do único Espiritismo: o dos Espíritos Superiores que foi codificado por Allan Kardec.

Anderson Luiz da Silva

02 junho 2006

HOMOSSEXUALIDADE

Pergunta - Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?
Resposta: - Isso pouco lhe importa.O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.
Item n° 202, de "O Livro dos Espíritos".

A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.
Observada a ocorrência, mais com os preconceitos da sociedade, constituída na Terra pela maioria heterossexual, do que com as verdades simples da vida, essa mesma ocorrência vai crescendo de intensidade e de extensão, com o próprio desenvolvimento da Humanidade, e o mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie, somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade ao respeito e à atenção devidos às criaturas heterossexuais.
A coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, para se erguerem como agentes mais elevados de definição da dignidade humana, de vez que a individualidade, em si, exalta a vida comunitária pelo próprio comportamento na sustentação do bem de todos ou a deprime pelo mal que causa com a parte que assume no jogo da delinqüência.
A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.
O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias.
Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.
O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins.
E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.
Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia.
Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.
Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 89 a 92 - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB.

01 junho 2006

Drogas: um flagelo

SOCIEDADE MODERNA

Cada século tem indubitavelmente o seu mal. O passado, segundo os próprios Espíritos que se manifestaram na época, era marcado pelo orgulho e pelo egoísmo, apesar do avanço extraordinário do conhecimento humano de então. O século presente, tem sido marcado, no lado bom, pelo avanço tecnológico, mas no lado deficiente está cada vez mais crescentemente às voltas com incontáveis conflitos materiais e morais. Mas, ao lado da fome, da corrupção, da incredulidade, há um mal se enraizando de maneira insidiosa e veloz; mais que um mal, um flagelo: as drogas.
É, sem dúvida, um dos maiores e dos piores flagelos de que a Humanidade tem notícia!
Os vícios, de um modo geral, estão alterando o curso da história da criatura humana, degradando o ser, aniquilando sua personalidade, levando-o ao desequilíbrio total, à loucura, à violência e, não raro, ao suicídio.
A base da culpa da sua disseminação está, sem dúvida, na ausência de valores morais da sociedade dita moderna, na busca imediatista de prazeres desconhecidos, num desejo de preencher o vazio interior mediante métodos que efetivamente não conduzem aos efeitos desejados.

USO E ABUSO

A indução inicial ao uso das drogas decorre, quase sempre, da influência ou convivência com outros viciados, que acabam por despertar, inicialmente, a curiosidade dos inexperientes, ou então, da "venda da idéia" (falsa) de que devem defender-se da insatisfação com o mundo, mediante o ganho de uma pretensa euforia, disposição e coragem.
Mas, num plano mais amplo, o incentivo ao uso não se evidencia simplesmente nos núcleos de insatisfeitos, mas está fortemente influenciado por um gigantesco comércio ilegal, de poderosas organizações multinacionais em busca de vultosos lucros, de ganhos fáceis e de manutenção de "presas" vivas (os viciados), as quais, escravizadas, são impulsionadas a alimentar o vício. É uma verdadeira "ação de guerra" traçada e dimensionada por mercadores, traficantes e simples passadores das drogas, nos pontos mais estratégicos da atividade humana.
Não são poupadas criaturas de nenhuma idade, sexo, raça, profissão ou situação social, as quais, depois de enredadas no uso constante, no exercício da dependência, para satisfazer suas necessidades são levadas à mentira, à venda de bens pessoais, e, num grau mais avançado, ao roubo, ao assalto, ao seqüestro, chegando mesmo ao homicídio.
Passa a ser um flagelo sem limites e sem fronteiras!
A experimentação leva ao uso; o uso leva ao abuso; o abuso leva à dependência; a dependência leva à morte -- moral e também física.

AÇÃO DA FAMÍLIA

Lastimavelmente, tem-se presenciado o esfacelamento da célula familiar, seja em razão de pressões econômicas, seja pelo materialismo arraigado, seja pela degradação de valores morais e ausência de valores espirituais, e seja, até mesmo, pelo enfraquecimento da personalidade das criaturas eternamente insatisfeitas com sua real posição no mundo e na sociedade.
Esse cenário familiar é o caldo de cultura propício para empurrar os filhos para as drogas: um pouco de facilidade, muito de desregrada liberdade, bastante de desamor e um imenso NADA nas vidas.
Mas, ainda assim, competirá exatamente à própria família a tarefa de resgatar o jovem dos braços dos tóxicos. Somente ela poderá, com perspicácia, com coragem e com muito amor, sobretudo, avaliar a situação, mudar o quadro do comportamento familiar, e, afinal, buscar o caminho do tratamento médico adequado, que, muitas vezes, exigirá o sacrifício doloroso (mas redentor) do isolamento do viciado do convívio social.

CUIDADOS

Como Espíritas, temos o dever de lutar, com todas as armas, para combater os vícios de toda a sorte, fortalecendo a fé, implantando princípios de reta moral, tudo conseguido à custa do fortalecimento dos laços familiares, alertando para os compromissos que todos têm uns para com os outros, visando um futuro mais venturoso e menos penoso.
Jamais poderemos pactuar com as falsas "teses libertárias" que grassam por aí, tal como a da descriminação (descaracterização criminal) do uso das drogas. Liberar não é combater; combater é tratar quem já precisa e conscientizar quem ainda não entrou em tal triste caminho. Fazemos nossas as judiciosas e ponderadas palavras de Emmanuel (Lições de Sabedoria, pg. 132): "Mesadas grandes que não são acompanhadas de carinho e de calor humano paterno e materno geram conflitos muito grandes. Muitas vezes a privação do dinheiro, o trabalho digno e o afeto vão construir uma vida feliz." E arremata, quanto ao movimento de descriminação das drogas: "Se elas sempre foram prejudiciais até agora, será com palavras que vamos torná-las úteis?"

Francisco Aranda Gabilan