28 março 2013

Coragem


"A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada."

- Osho -

05 outubro 2011

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a 
Onde houver erro, que eu leve averdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais 
Consolar, que ser consolado; 
compreender, que ser compreendido; 
amar, que ser amado. 
Pois, é dando que se recebe, 
é 
perdoando que se é perdoado

e é morrendo que se vive para a vida eterna

20 setembro 2011

Oração


Deus de Misericórdia!

Não nos permitas pedir para fazer aquilo que ainda não podemos,
mas fortalece-nos para fazermos todo o bem de que sejamos capazes,
principalmente em auxílio dos que ainda não podem compreender e
trabalhar tanto quanto nós. E, sobretudo, ó Pai de Infinita Sabedoria,
quando viermos a sentir dificuldade para fazer o que podemos, faze-nos
reconhecer que não nos confias tarefa superior às nossas forças e renova-
nos a certeza de que, se buscarmos estar contigo, nenhuma insuficiência
nos abaterá, de vez que em teu amor tudo é possível.

Albino Teixeira

Fonte: XAVIER, Francisco C. Correio Fraterno. 6. ed. FEB: 
Rio de Janeiro, 2004,
cap. 59, p. 136.
 

06 dezembro 2010

A senda estreita

Na busca da solução dos problemas que lhe inquietam a alma, não se deixe seduzir por caminhos aparentemente fáceis.

 

Realização pede trabalho.

 

Vitória exige luta.

 

A conquista da paz, pressuposto da felicidade, é incompatível com a deserção de compromissos assumidos.

 

Muitos jornadeiam no mundo da larga avenida dos prazeres efêmeros.

 

Mas cedo ou tarde se entediam e desencantam, quando não sucumbem às tentações do crime.

 

Há quem prefira a estrada agradável dos caprichos pessoais atendidos.

 

Entretanto, não raro incide em tenebrosos enganos, carregando pela vida afora o peso do arrependimento.

 

As experiências da vida terrena são as mais diversas, mas não constituem obra do acaso.

 

Ninguém recebe um berço entre os homens para acomodar-se, entre a preguiça e a inércia.

 

Nosso dever é nossa escola.

 

A confiança em Deus pressupõe acreditá-lo no absoluto comando do universo.

 

Se o Pai permitiu que você tivesse determinada experiência, faça o seu melhor, mesmo com dificuldade.

 

Por certo esse vivenciar corresponde ao valor que lhe incumbe amealhar, em sua jornada para a amplidão da verdadeira vida.

 

Na trilha do aperfeiçoamento moral, não existem atalhos de facilidade.

 

Ninguém poderá aprender em seu lugar a lição que lhe compete.

 

Jesus aconselhou que o homem porfiasse por entrar pela porta estreita.

 

A senda estreita refere-se à fidelidade que deve ser mantida por quem aspira à paz.

 

É necessário ser fiel às próprias obrigações, evitando fugir delas por qualquer pretexto.

 

O dever bem cumprido pacifica a criatura, credenciando-a a experiências mais ricas e plenas.

 

Para sustentar a necessária fidelidade ante os compromissos, é preciso algum sacrifício.

 

Não há como atender a todas as fantasias e caprichos nascidos da vaidade e ao mesmo tempo cumprir programas de elevação espiritual.

 

A comunhão com o alto, na humildade dos deveres retamente satisfeitos, implica paulatino abandono da bagagem de sombra que ainda trazemos em nós.

 

Tanto mais feliz é o ser humano, quanto mais contentamento encontra em colaborar para a alegria e o crescimento alheios.

 

Prestar muita atenção nos próprios problemas os faz crescer em importância.

 

Já a dedicação ao próximo tende a auxiliar o homem a perceber a pequenez de seus dissabores.

 

O saber-se útil, buscando propiciar bem-estar aos semelhantes, acalma e pacifica o coração.

 

O caminho para o céu que todos almejam passa pela disciplina de adaptar o próprio espírito na garantia da felicidade geral.

 

Não concentre suas energias e talentos na busca de vantagens passageiras.

 

Glórias desnecessárias ou imerecidas, ociosidade e fulgores sociais tendem a atrair penúria e ignorância.

 

Não escolha caminhos fáceis, mas de destino duvidoso.

 

Persevere na renúncia que eleva e edifica, enobrece e ilumina.

 

Não rejeite a provação e o trabalho, a abnegação e o suor.

 

Em todas as circunstâncias, recorde que a 'porta larga' é a paixão desregrada, o culto do personalismo.

 

Já a 'porta estreita' é sempre o amor intraduzível e incomensurável de Deus.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo 12 do livro 'Ceifa de luz', do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

 

02 dezembro 2010

A fala de cada um

(Hilário Silva)

 

Logo após o início da sessão, Cacique de Barros, distinto baiano que foi valoroso missionário dos princípios espíritas no Rio Grande do Sul, falava, despretensioso, quanto à necessidade de se coibirem as mistificações nos fenômenos mediúnicos.

Recomendava o estudo constante. Encarecia a meditação.

Era preciso tudo fiscalizar, pelo crivo da análise.
 
A palavra dele conquistava simpatia crescente...

Como, porém, solucionar o problema?

O círculo de confrades entrou em oração, e ele rogou parecer ao mentor da Casa.

Através do médium, o Amigo Espiritual compareceu bem-humorado e, depois de saudação fraterna, falou conciso:
– Meus irmãos, há uma lenda hindu que nos esclarece. Um homem necessitado era dono de um burro que lhe prestava grandes serviços. Mas, porque não tivesse recursos, enfraqueceu-se o animal por falta de forragem. Passeando, porém, a distância de casa, o homem achou um tigre morto. E teve uma idéia. Cobriria o humilde cooperador com a pele do tigre e soltá-lo-ia cada noite nas terras dos fazendeiros vizinhos. Visto disfarçado em tigre, o burrico seria respeitado, e assim aconteceu. O muar fartava-se de cevada e, manhãzinha, era recolhido pelo dono à pequena estrebaria. O burro, nesse regime, fez-se nédio, contente da vida. Mas, surgiu uma noite em que jumentas vararam a paisagem, zurrando, zurrando... E o burro, acordado nas afinidades do instinto, zurrou e zurrou também... Os fazendeiros, com isso, descobriram a farsa e mataram-no a cacetadas, rasgando-lhe toda a pele...
 
O orientador fez uma pausa e continuou:
– Nome, forma, gesto, fama e autoridade são aspectos na pessoa, sem serem, de modo algum, a pessoa em si.

Em seguida, concluiu:
– Se vocês quiserem realmente conhecer benfeitores e malfeitores, sábios e ignorantes, sãos e doentes, encarnados e desencarnados, escutem, com atenção, a fala de cada um.
 

(Do livro "Relicário de Luz", pelo Espírito Emmanuel,
Francisco C. Xavier, Autores Diversos)



:*
Abraços,
Garota de Coturnos

 

14 outubro 2010

Bilhete Paternal

Sim , meu filho, talvez por um capricho dos seus treze anos, você deseja receber um bilhete do amigo desencarnado, cujas páginas começou a ler.

Você, um menino! - solicita orientação espiritual.

Tenho escrito muitos contos, depois da morte, mas sinceramente não me recordo de haver dirigido até hoje, qualquer recado à gente verde do seu porte. Perdoe se não lhe correspondo a expectativa. Diz você que não espera uma história de carochinha, baseada em gênios protetores.

E arremata: "quero, Irmão X, que você me diga quais são as coisas mais importantes da vida, apontando-me aquilo de bom que devo querer e aquilo de mau que preciso evitar".

Lembro-me, assim, de oferecer a você uma lista curiosa que um velho amigo me ofereceu, aí no mundo, precisamente quando eu tinha a sua idade.

A relação apresentava o título "Aprenda meu Filho..." e continha as seguintes informações:

O maior e melhor amigo: Deus.

Os melhores companheiros: os pais.

A melhor casa: o lar.

A maior felicidade: a boa consciência.

O mais belo dia: hoje.

O melhor tempo: agora.

A melhor regra para vencer: a disciplina.

O melhor negócio: o trabalho.

O melhor divertimento: o estudo.

A coleção mais rica: a das boas ações.

A estrada mais fácil para ser feliz: o caminho reto.

A maior alegria: o dever cumprido.

A maior força: o bem.

A melhor atitude: a cortesia.

O maior heroísmo: a coragem de ser bom.

A maior falta: a mentira.

A pior pobreza: a preguiça.

O pior fracasso: o desânimo.

O maior inimigo: o mal.

O melhor dos esportes: a prática do bem.

Siga esta lista de informações, sempre que você puder, e veja por si como vai indo sua orientação. E se quer um aviso de amigo velho, cada noite acrescente esta pergunta a você mesmo, depois de sua oração para o repouso:

- "Que fiz hoje de bom que somente um amigo de Jesus conseguiria fazer?"

pelo Espírito IRMÃO X, psicografia de Chico Xavier.

05 agosto 2010

Aflições

No íntimo de todas as criaturas existe o desejo de ser feliz e de afastar os sofrimentos. Ninguém gosta de sofrer. No entanto, Jesus cristo nos disse: "no mundo só tereis aflições."

São variadas as causas das aflições. Podemos, para melhor compreensão, separá-las entre as que têm origem em nossa intimidade e aquelas próprias da natureza em que vivemos. Assim temos várias dores que somente têm a ver com o mundo em que nos encontramos.

Por exemplo, a dor causada pelo nascimento do siso, o último dos molares, é um impositivo da biologia humana. A dor pela picada de um mosquito ou de uma agulha, da mesma forma. São dores próprias de um mundo material. São dores comuns a que estão sujeitos os seres que habitam o planeta.

O sofrimento faz parte de nossa vida, uma vez que em tudo existe a necessidade de ação. Nossa mente pensa, nossa vontade almeja. Mas o corpo precisa executar. Toda vez que desejamos alguma coisa, quando aspiramos algo, a necessidade de trabalhar para realizar nossos sonhos gera um certo sofrimento.

Quem deseja bater recordes, vive aflições. São horas intermináveis de exercícios, disciplina rígida, com intuito de superar as próprias limitações físicas. Dores físicas, preocupação com a classificação, um revés de última hora. Aflições de toda sorte.

Quem deseja passar no vestibular, apesar do grande esforço aplicado no estudo, se aflige ante a perspectiva de não conseguir a vaga pretendida. E se esquecer tudo na hora da prova? E se não conseguir a vaga? E se precisar fazer outro vestibular?

Quem deseja ser cantor, ator, engenheiro, médico passa pelas aflições das horas estafantes de estudo, estágio, aprendizagem, esforço,testes. Reveses. Inquietudes. Aflições.

Em tudo há sofrimento pois em tudo existe a necessidade do esforço material, de conformidade com o nível evolutivo do mundo em que vivemos. No mundo só teremos aflições! São os sofrimentos desse mundo, os empeços materiais que se apresentam.

Também existem os sofrimentos causados por nós mesmos. É o resultado originado de nossas intenções, de nossas atitudes, do estado geral da nossa mente e do nosso coração.

Quando tomamos decisões desequilibradas, sofremos. Quando agimos de forma negativa, teremos que recolher adiante o resultado dessas ações infelizes. Quando pensamos somente em nós, num egocentrismo doentio, sofremos. Quando desejamos que as coisas não passem, não mudem ou não terminem, sofremos novamente.

Tudo passa. As paisagens mudam. Os momentos bons terminam, e os maus também. Procurando entender a mensagem de Jesus poderemos vencer os sofrimentos do mundo, vendo-os como realmente se apresentam.

Ou seja, como empeços materiais numa realidade relativa. Alargando nosso ponto de vista poderemos vencer a melancolia e a aflição. Sem visão pessimista, venceremos os obstáculos próprios ao meio em que nos encontramos. E se optarmos por seguir Jesus, não haverá aflição que resista ao bendito remédio da fé.

Todos desejamos ser feliz. Sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos evitar os sofrimentos. Assim, procuremos vencer as tribulações de cada dia e encontrar razões para felicidade em coisas pequenas. Ser grato pelo que temos, pelo que usufruímos. Aprender com os pássaros a saudar o dia com um cântico de esperança. Eis uma boa fórmula para superar as aflições e começar a ser feliz, desde hoje.

(Equipe de Redação do Momento Espírita)

14 julho 2010

Aprenda a calar...


 

H

á muita necessidade de silêncio nos dias atuais... As pessoas ansiosas por se fazer ouvir, falam cada vez mais alto, como se isso bastasse para que os outros as escutassem. Em restaurantes, shoppings, filas, salas de espera, salões de beleza, aeroportos, se ouvem os falatórios. E para aumentar o ruído, em alguns lugares tem um som ambiente mais alto ainda... E quando não se tem alguém para falar, o celular serve. A pessoa faz uma ligação e se esquece de que está dividindo o ambiente com outros indivíduos que não estão interessados no seu assunto. É impressionante como as pessoas falam muito, e falam alto... Além de ser um grande desrespeito aos ouvidos alheios, essa gritaria torna impossível um diálogo entre pessoas de voz moderada, nesses ambientes comuns. Mas não é só a falta de silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em dia. É também a falta de silêncio interior. Poucos indivíduos ouvem a própria voz e analisam seus pensamentos antes de exteriorizá-los. O hábito de meditar antes de expor uma opinião ou um julgamento, é muito pouco cultivado em nossa sociedade. E isso tem sido motivo de desarmonia e intrigas, de mal-entendidos e hostilidades. Saber calar, saber ouvir, ser senhor de suas palavras e de seus sentimentos é um desafio que merece ser pensado. Talvez foi por ter percebido essa necessidade em nosso meio, que um Espírito amigo nos trouxe a seguinte mensagem:

"Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.

Aprenda a calar...

Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal ao tempo em que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, se detém nele mais do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.

Aprenda a calar...

Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule e não seja maculado.

Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar vôos mais altos e sublimes.

Aprenda a calar...

E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.

Insista na oração até que, um dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas todo você será sentimento, amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.

Aprenda, definitivamente, a calar!"

Equipe de Redação do Momento Espírita,
com base em mensagem do Espírito Stephano
psicografada por Marie-Chantal Dufour Eisenbach,
na Sociedade Espírita Renovação, em 14/03/2005.

(Acho que essa foi pra mim.... Tenho andado falando muita besteira por ai...)

08 julho 2010

Apontamentos Cristãos


1- Não te encolerizes.

O punhal da nossa ira alcança-nos a própria saúde, impondo-nos o vírus da enfermidade.

2 - Não critiques.

A lâmina de nossa reprovação volta-se, invariavelmente, contra nós, expondo-nos as próprias deficiências.

3 - Não comentes o mal do próximo.

O lodo da maledicência derramar-se-á sobre os nossos passos, enodoando-nos o caminho.

4 - Não apedrejes.

Os calhaus da nossa violência de hoje tomarão amanhã, por alvo, a nossa própria cabeça.

5 - Não desesperes.

O raio de nossa inconformação aniquilará a sementeira de nossos melhores sonhos.

6 - Não perturbes.

O ruído de nossa dissensão desorientar-nos-á o próprio raciocínio.

7 - Não escarneças.

O fel de nosso sarcasmo azedará o vinho da alegria no vaso de nosso coração, envenenando-nos a existência.

8 - Não escravizes.

As algemas do nosso egoísmo aprisionar-nos-ão no cárcere da loucura.

9 - Não odeies.

A labareda de nosso ódio incendiar-nos-á o próprio destino.

10 - Não firas.

O golpe da nossa crueldade, brandido na direção, dos outros, retornará a nós mesmos, inevitavelmente, fazendo chagas de dor e aflição no corpo de nossa vida.


 

ANDRÉ LUIZ (Do livro "Vozes do Grande Além", Francisco Cândido Xavier)

24 junho 2010

A fé é uma riqueza

Se você pensa que tendo fé em Deus está fazendo um favor a Deus, você está enganado. A fé lhe dá força instantaneamente. A fé traz estabilidade, firmeza emocional, calma e amor. Tendo fé num Guru ou em Deus, não muda nada para esse Guru ou esse Deus. Ter fé isso lhe dá força imediata. A fé é uma grande riqueza; é uma benção. Se lhe falta fé, você deve rezar para ter fé, mas para rezar você precisa ter fé. É um paradoxo.

As pessoas têm fé no mundo, mas o mundo é só uma bolha de sabão. As pessoas têm fé nelas mesmas, mas elas não sabem quem elas são. As pessoas pensam que têm fé em Deus – mas elas não possuem nenhuma compreensão de Deus. Se você quer duvidar você tem que duvidar de tudo.

Existem 3 tipos de fé:

  • Fé em si mesmo, fé no mundo e fé em Deus. Você precisa ter fé em si mesmo – sem fé, você pensa, "eu não posso fazer isso. Isso não é para mim. Eu nunca vou me libertar nessa vida."
  • Você deve ter fé no mundo. Sem isso, você não é capaz de dar um passo no mundo. Os bancos fornecem empréstimos tendo fé de que você vai pagar de volta. Você deposita dinheiro no banco tendo fé de que ele será devolvido. Se você duvidar de tudo no mundo, nada vai acontecer.
  • O mesmo acontece no caso de se ter fé no divino – tenha fé no divino e você vai evoluir. Todos esses tipos de fé estão conectados. Você de ter os três para cada um ser forte.

Bill: Ateístas possuem fé neles mesmo, fé no mundo, mas não em Deus.

Sri Sri: Eles não possuem plena fé neles mesmos. Falta de fé em Deus, no mundo ou no próprio ser traz o medo. A fé no mundo não pode ser constante porque sempre existem mudanças.

A fé torna você completo – fiel. Se você possuir fé, você é completo.

Rajesh: Qual é a diferença entre fé e confianças?

Sri Sri: Confiança é o resultado. Fé é o começo.

A fé em si mesmo traz a liberdade. A fé no mundo traz a paz para a mente. A fé em Deus evoca o Amor em você. Você pode estar em paz tendo fé no mundo e não tendo fé em Deus. Mas isso não é uma paz completa. Se você tem amor, então automaticamente existe paz e liberdade.

Pessoas que são extremamente perturbadas deveriam ter fé em Deus.

Sri Sri Ravi Shankar